Saiba um pouco sobre Arlindo Maia

MINHA HISTÓRIA I

Meu nome é Arlindo Targino Maia e nasci a setenta e um anos atrás numa ilha ao sul do Estado do Rio de Janeiro, pertencente ao município de Angra dos Reis, chamada Ilha Grande.
Sou, portanto, ilhéu e filho de ilhéus. Meu pai era pescador e minha mãe além de cuidar dos dez filhos, cuidava ainda de uma pequena “roça”, como chamávamos naquela época, de onde ela trazia parte dos alimentos que a família consumia.
Éramos uma família de recursos escassos, e, em algumas oportunidades nossa alimentação ficava comprometida. Víamos em nossos pais, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, o comprometimento com o crescimento, com o progresso e o bem estar da família.
Aos sete anos de idade, por falta de escolarização adequada na praia onde morávamos, meu pai resolveu me trazer para a cidade do Rio de Janeiro, onde haveria a condição necessária para iniciar o meu aprendizado. Fui morar com uma tia no bairro de Santa Teresa e a partir daí começar os estudos.
Com isso, voltar à Ilha Grande somente era possível no período de férias, no final e início de cada ano letivo. A saudade era grande: de meus irmãos, primos e principalmente de meus pais.
Você que está lendo esta minha história poderá estar se perguntando o porquê de lhe contar tudo isso. É para lhe mostrar que o futuro que a vida estaria me acenando naquela época, certamente não era esse que Deus me permitiu conseguir alcançar. Era, com certeza, um futuro sombrio, sem perspectivas de crescimento, de progresso, em fim de ser “alguém na vida”.
A realidade daquele lugar naqueles tempos, as circunstâncias em que a família vivia, não apontavam para que eu pudesse ser hoje um professor e estar aqui com a missão de lhe ajudar, de estar ao seu lado para vencer os obstáculos quanto ao aprendizado da nossa língua.
Portanto eu quero lhe encorajar, não importando a sua realidade, idade ou circunstância em que você esteja vivendo. Não importa! Se você realmente quiser vencer suas dificuldades no campo da comunicação, da linguagem verbal, eu posso lhe assegurar que você pode e vai conseguir. Eu o convido a me acompanhar e conhecer a minha história daqui pra frente. Venha comigo!

MINHA HISTÓRIA II

Nas férias eu ia então para aquela ilha. Morando na praia da Tapera, bem em frente a Angra dos Reis, eu me deliciava juntamente com meus irmãos e primos, fazendo todo tipo de brincadeira nas canoas e “botes” dos barcos pesqueiros (traineiras) que estavam fundeadas ali. Aprendi a nadar, a puxar a rede do meu tio Anacleto, a pescar siri, a pegar tarioba na beira da praia, etc.
Essa era a melhor parte de estudar: passar as férias com a minha família, com o pessoal do lugar. E eu me dava como importante, pois após estar ausente durante um ano, e estando na cidade do Rio de Janeiro, para os moradores do lugar aquele acontecimento era o máximo, algo muito relevante, porque somente um ou outro podia ter esse tipo de “privilégio”. E eu usufruía daquela importância.
Eu tinha todos os motivos para não querer voltar para os estudos no Rio. Mas eu tinha alguém que se preocupava com o meu futuro, com o meu aprendizado. Naquele tempo era ele o meu mentor, aquele que desejava e via o que eu ainda não vislumbrava. Meu pai, meu mentor, exemplo de perseverança.
Em toda a nossa vida, quando temos alguém que vemos como exemplo e que pode estar ao nosso lado nos orientando, até nos ensinando, podemos tê-lo como mentor. O professor não deixa de ser um mentor. Você aprenderá a língua portuguesa quando ouvir os ensinamentos, a orientação, fizer os exercícios solicitados, em fim seguir a voz do seu professor, seu mentor.
Quantas vezes dizemos ao aluno que ele vai aprimorar a sua linguagem, a sua escrita, a sua comunicação, a partir do momento em que ele se dispuser a investir um pouco do seu tempo na leitura, se comprometendo a folhear bons livros, boas revistas, bons jornais, pois assim vai adquirir um vocabulário melhor, mais rico, etc. É preciso se interessar e se comprometer com a boa leitura que venha edificar a sua linguagem.
Quero ser aquele que pode lhe encorajar, orientar para alcançar uma linguagem diferenciada, compreendida e aprovada por todos os seus interlocutores. A minha história vai lhe mostrar que as dificuldades podem ser superadas. E no âmbito da linguagem gramatical, você verá que uma a uma toda e qualquer dificuldade quanto ao aprendizado será vencida. Basta me seguir, perseverar. Venha comigo!

MINHA HISTÓRIA III

Mais ou menos depois de dois anos em Santa Teresa, meus tios resolveram se mudar e fomos morar em Guadalupe, próximo a estação de Deodoro. Era um bairro ainda em formação, com alguns “campos de futebol” e muitos outros “campos de limoeiro”. Era limão por todo lado.
Estudei naquele lugar e completei meu antigo primário em duas escolas municipais. Eram boas escolas e numa delas fui aluno da esposa do Zagalo, dona Alcina. As escolas eram boas; eu não tão bom assim. Eu gostava mesmo era das merendas que tínhamos lá. A minha preferida era mel com queijo. Eu “lambia os beiços”. Detestava o mingau de sagu. Não gostava mesmo.
Ao completar o primário, fiz um ano de curso de admissão ao ginasial. Saía de Guadalupe indo de trem para a cidade do Rio, fazer o admissão na MABE, na rua do Riachuelo. Fui aprovado, fiz o antigo ginasial e logo após voltando a estudar em Guadalupe iniciei e concluí o curso Científico (correspondente hoje ao ensino médio) no Colégio Pio II.
Naquela época a coqueluche dos jovens e também dos pais era o curso de medicina. Também fui contagiado. Ingressei no pré-vestibular (na época os dois melhores eram ADN e Miguel Couto) do Miguel Couto e ao final fui agraciado com um termo que não existe mais hoje: excedente. Fui aprovado mas não classificado para as vagas do nosso estado, e a opção que me coube era uma faculdade que estava iniciando em Vitoria que iria abrigar todos os excedentes do Rio de Janeiro. A coqueluche acabava ali.
Já acabado o serviço militar, precisando trabalhar, era hora de reestruturar os sonhos, os objetivos, e partir então para fazer a faculdade de Letras.
Logo a seguir, consegui uma escola para dar aulas no curso noturno. Naquela época os alunos matriculados ainda que no primeiro ano de faculdade, recebiam uma autorização do MEC a título precário, para lecionar na ausência de professores formados. Comecei aí a vislumbrar que poderia ajudar as pessoas a vencer as suas dificuldades e o mais importante: à medida que os ensinava, também aprendia e consolidava o meu aprendizado.
Alunos do primeiro ao quarto ano ginasial não sabendo se expressar. Por exemplo, em vez de dificuldade falavam dificulidade; em vez de fui eu atingido, diziam foi eu atingido, diziam aquilo é pra mim fazer em vez de é pra eu fazer, e assim por diante.
Quero mais uma vez lhe encorajar e afirmar que você vencerá todas as barreiras e alcançará a linguagem gramaticalmente correta que deseja. É desta maneira que você vai atingir seus objetivos, suas metas, seus sonhos. Você pode!
Continue comigo!

MINHA HISTÓRIA IV

Antes mesmo do final do curso já estava lecionando em várias escolas de primeiro e segundo graus, além de cursos preparatórios, em Duque de Caxias e municípios vizinhos. Ajudei a muitos alunos que hoje são engenheiros, médicos, professores, advogados, dentistas, etc. Também ministrei preparatórios para inúmeras alunas que terminavam o curso normal e queriam ingressar no Estado: o pré-magistério.

Hoje, após toda essa vivência, com certeza posso lhe ajudar a romper todas as barreiras na área de comunicação, verbal ou escrita. Portanto, mais uma vez vou lhe encorajar a enfrentar suas dificuldades de linguagem gramatical, assegurando que o seu aprendizado será correto. Continue comigo e vamos vencer juntos! Então rumo à comunicação eficaz, com o aprendizado da linguagem gramatical que você deseja!    

Aí está parte da minha história de vida, que estou contando com o intuito de lhe despertar o interesse e coragem para enfrentar os desafios que virão. Não importa o grau de dificuldade que lhe seja apresentado, você se sairá vencedor. Você pode! Apenas creia nisso! Acredite em você e siga a orientação que vou lhe dar.