EXPRESSÕES E SUAS DIFICULDADES VII

EXPRESSÕES E SUAS DIFICULDADES VII

Continuando este assunto, queremos lhe apresentar mais algumas expressões que podem oferecer dificuldade na hora de sua aplicação. Observe com atenção para não incorrer mais nos mesmos erros. Boa sorte!

Grama

Entendemos que o vocábulo “grama” tanto pode se referir ao gramado  quanto ao peso daquilo que vamos comprar. Quando se referir ao gramado a palavra grama será do gênero feminino (a grama) e quando se referir a peso, ela será do gênero masculino (o grama). Observe os exemplos:

Há muito não chove e a grama está ressecada.

Quantos gramas de açúcar você quer?

São necessários trezentos gramas de arroz.

“Ratificar” e “Retificar”

São exemplos de parônimos e de vez em quando têm o seu uso incorreto dentro da oração. O termo “ratificar” significa confirmação, comprovação. Por outro lado “retificar” significa corrigir. Veja os exemplos abaixo:

Analisando os fatos, ratificamos o que dissemos.(confirmamos)

Analisando os dados, retificamos as falhas do projeto. (corrigimos)

 

“Trás” e “Traz”

São palavras com o mesmo som – chamados de homônimos –cujos significados são diferentes. “Trás” é sinônimo de parte posterior, enquanto que “traz” é a flexão verbal do verbo “trazer”, na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. Aí estão os exemplos:

A olhar para trás vi quem estava me seguindo.

Minha mãe sempre traz minha merenda.

 

“Cujo”

Este é outro pronome relativo que costumamos aplicar erradamente. O pronome cujo é equivalente a “de que”, “de quem” ou “do qual”. Devemos observar a oração para aplicá-lo corretamente, pois o cujo concorda com o termo conseqüente e não com o termo antecedente. Observe os exemplos:

O menino cuja calça é avermelhada. (calça=termo conseqüente)

As cadeiras cujos assentos são pretos. (assentos=termo conseqüente)

A peça cujo final eu não vi.

As calças cujos botões precisam ser pregados.

 

“Mim”, “me” e “eu”

Não pode haver confusão quanto à aplicação desses pronomes. Vamos ajudá-lo, informando que você precisa identificar a função de cada um na oração. Se for sujeito, colocaremos  o pronome “eu”; se não houver preposição, vamos usar “me”; se houver preposição, o pronome a ser colocado será “mim”. Observando os exemplos teremos:

Preciso que você me envie os dados para eu fazer a análise. (apesar do “para”, “eu” é sujeito de “fazer”)

Preciso que você envie os dados para mim. (“mim” é objeto indireto de “enviar”, com preposição “para”)

Preciso que você me envie os dados. (“me” é objeto indireto de “enviar”, mas não há preposição)