TIPOS DE SUJEITO

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO

Os termos essenciais da oração se apresentam como sujeito e predicado.

Nossa atenção nesse artigo será voltada para os tipos de sujeito que a oração pode apresentar

No exemplo: Mariana comprou sua casa. Identificamos o sujeito Mariana e o predicado comprou sua casa. Então entendemos que uma vez identificado o sujeito, o restante que sobrou será chamado de predicado.

Observação: Identificamos ou reconhecemos o sujeito de uma oração, fazendo a pergunta QUEM ou O QUÊ antes do verbo. No exemplo acima QUEM comprou sua casa, a resposta será Mariana (sujeito).

Veja mais: Os pratos estão em cima da mesa. O QUÊ está em cima da mesa; a resposta é os pratos  (sujeito). O predicado será tudo o que restou, ou seja, estão em cima da mesa.

Precisamos entender que o predicado e o sujeito serão classificados de acordo com o enunciado da mensagem.

TIPOS DE SUJEITO:

Determinado quando o sujeito é identificado na oração, ou seja, está expresso, ou Indeterminado, quando não for possível identificá-lo, pois  o verbo não estará se referindo a alguém determinado na oração.

O sujeito determinado, pode ser simples (contendo apenas um núcleo) ou composto (tendo dois ou mais núcleos)

Nem sempre o sujeito está expresso na oração. Quando isso acontece, estamos diante do sujeito oculto, também chamado de sujeito elíptico  Exemplos:

Chamaram na rua. (sujeito indeterminado)

Marta chegou agora. (sujeito simples)

Caderno, lápis e borracha estão na sala. (sujeito composto)

Fiz conforme sua fala. (sujeito oculto: eu)

SUJEITO INDETERMINADO

Quando não queremos ou não podemos identificar claramente a quem o predicado da oração está se referindo, estará configurado o chamado sujeito indeterminado. Em nossa língua, encontramos duas maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:

A primeira é colocando o verbo na terceira pessoa do plural, sem que ele se refira a algum termo identificado antes (nem em outra oração).  Exemplos: Procuraram o bilhete premiado.-

Pediram sua prisão.

A outra maneira é quando o verbo vem acompanhado do pronome se, atuando como índice de indeterminação do sujeito, levando o verbo obrigatoriamente para a terceira pessoa do singular.

De um modo geral, essa construção acontece com verbos intransitivos, transitivos indiretos e verbos de ligação.

Exemplos:

Vive-se melhor fora das cidades grandes.

Precisa-se de professores de português.

Trata-se de casos delicadíssimos.

É-se muito ingênuo na adolescência.

Nos exemplos acima reconhecemos que o sujeito está indeterminado, com os verbos na terceira pessoa do singular e o SE atuando como índice de indeterminação do sujeito.

ORAÇÃO SEM SUJEITO

Dizemos que a oração é sem sujeito quando ela se apresenta apenas com o predicado; alguns autores classificam-na como sujeito inexistente, e são formadas de um modo geral com os verbos chamados impessoais. Vejamos:

Com o verbo haver significando existir ou indicando tempo decorrido.

Havia muitos alunos na classe.      Há semanas que não a encontro.    

Com o verbo fazer indicando tempo decorrido.

Faz algumas horas que ela saiu.

Com verbos de fenômeno da natureza.

Chovia muito em nossa rua.

Hoje pela manhã relampejava por aqui.

Com os verbos ser, estar e ir (este, quando seguido de para) na indicação de tempo.

São dez horas.

Hoje são cinco de novembro.

Aqui está muito frio.

Vai para dois dias que não faço natação.

Observação:

Com exceção do verbo ser, que, quando indica tempo, varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha (É uma hora / São nove horas), os verbos impessoais devem ser usados sempre na terceira pessoa do singular. Tome cuidado principalmente com os verbos fazer e haver usados impessoalmente. Não é possível usá-los no plural em frases como: Faz, Deve fazer – muitos anos que conversamos. Há, Houve, Havia, Haverá, Deve ter havido, Pode ter havido – muitas pessoas interessadas em participar do projeto.

Todos estes exemplos são classificados como oração sem sujeito, ou como alguns dizem, sujeito inexistente.