PLEONASMO VICIOSO OU REDUNDÂNCIA

PLEONASMO VICIOSO OU REDUNDÂNCIA

Pleonasmo vicioso ou redundância

Hoje a nossa aula vai abordar um assunto, por muitos, considerado polêmico, mas de extrema importância para a nossa comunicação correta. Vamos falar de pleonasmo vicioso ou redundância, que se apresenta quando há uma repetição de ideias desnecessária para o entendimento do conteúdo da oração. Na realidade, é um vício de linguagem.
Vícios de linguagem são, segundo Napoleão Mendes de Almeida, gramático, filólogo e professor, palavras ou construções que deturpam, desvirtuam, ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.
Quando o pleonasmo não cumpre o seu papel de enfatizar o discurso, ele se transforma no que é chamado de redundância, cuja característica é a repetição desnecessária de uma ideia anteriormente ressaltada. Quando isso acontece, temos aí um vício de linguagem. Veja “encarar de frente”, “elo de ligação”, “planejar antecipadamente” são exemplos do que acabamos de expor.
Outros exemplos de redundância ou pleonasmo vicioso, ou ainda vício de linguagem:
Vamos entrar para dentro.
Vamos adiar para depois.
Vamos encarar de frente.
Conclusão final
Descer para baixo
Ganhar grátis
Elo de ligação
Sorriso nos lábios
Subir para cima
Hemorragia de sangue
Viúva do falecido
Observação:
A redundância existe quando, numa frase ou oração, há a repetição de uma ideia já contida e expressa num termo anterior. Assim, as construções redundantes trazem informações desnecessárias, que não acrescentam nada à compreensão das mensagens. Em nosso cotidiano às vezes utilizamos tais expressões e não percebemos que são inadequadas.
Observe:
Eu e minha irmã repartimos o chocolate em METADES IGUAIS.
Ao dividir algo pela metade, as duas partes só podem ser “iguais”!
O estado EXPORTOU PARA FORA menos calçados este ano.
E como ele poderia fazer para exportar para “dentro”?
Quando AMANHECEU O DIA, o sol brilhava forte.”
Você já viu amanhecer a “noite”?
Colocamos aqui para você, leitor, uma lista de expressões que precisam ser evitadas, pois estão classificadas como vícios de linguagem:
Cego dos olhos Se está cego, é do olho.
Sangrava sangue Se sangra, é sangue.
Maluco da cabeça Se está maluco, só pode ser da cabeça.
Entrar para dentro Se está entrando, é para dentro.
Sair para fora Se está saindo, é para fora.
Unanimidade de todos Se é unânime se trata de todos.
Última versão definitiva Se é a última versão, será a definitiva. A menos que seja a última até aquele momento.
Acabamento final Se é um acabamento, só pode ser final.
Surpresa inesperada Se é uma surpresa, logo, será inesperada.
Conviver junto Se uma pessoa está convivendo com outra, só pode ser junto.
Gritar alto Se uma pessoa grita, só pode ser alto.
Certeza absoluta Se uma pessoa tem certeza, ela só pode ser absoluta.
Elo de ligação Se é um elo, apenas é de ligação.
Dupla de Dois Se é dupla, tem que ser de dois
Verdade verdadeira Se é uma verdade, só pode ser verdadeira.
Olhar com os olhos Se uma pessoa está olhando, só pode ser com os olhos.
Isto é um fato real Se é fato, é real.
Multidão de Pessoas Se é uma multidão, só pode ser de pessoas.
Estréia pela primeira vez Se é estreia,tem que ser a primeira vez.
Cala a boca Se é para se calar, tem de ser da boca.
Goteira no teto. Se é goteira, é no teto, não existe goteira na parede, no chão…